
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou, por unanimidade, em 4 de novembro de 2026, a desembargadora aposentada Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo, do Tribunal de Justiça da Bahia, a 14 anos e 20 dias de prisão, em regime inicial fechado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O tribunal também determinou a cassação da aposentadoria compulsória e dos respectivos proventos.
No mesmo julgamento, na Ação Penal 953/DF, o filho da magistrada, o advogado Vasco RusciolelliAzevedo, recebeu pena de 13 anos e 11 meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
O caso integra a Operação Faroeste, que investiga a venda de decisões judiciais na Bahia. Segundo o STJ, a Polícia Federal apreendeu R$ 250 mil na casa da desembargadora e de seu filho durante a apuração doAdvogado Rui Barata e a sua mãe também respondem no STJ
Outro desdobramento da mesma operação é a Ação Penal 987/DF, na qual o advogado Rui Carlos Barata Lima Filho responde ao lado de sua mãe, a desembargadora Lígia Maria Ramos Cunha Lima. A Corte Especial recebeu a denúncia contra ambos em 19 de fevereiro de 2025, por suposta participação em organização criminosa e obstrução da investigação.
Segundo o Ministério Público Federal, Rui Barataatuou na gestão financeira do grupo investigado por negociação de decisões judiciais. A acusação ainda depende de julgamento de mérito.
O processo já passou pela instrução e avançou para alegações finais. No último andamento analisado, de 16 de outubro de 2026, os autos estavam com o ministro Og Fernandes para julgamento de recurso.
A condenação de Sandra e Vasco é mais um desdobramento da Faroeste no STJ. A ação contra Rui e Lígia tramita separadamente e, conforme os registros analisados, ainda aguarda julgamento de mérito.

