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Débora Régis quer ser “mãe” da nova maternidade de Lauro, mas documentos revelam origem da obra

Projeto foi solicitado ainda na gestão Moema Gramacho, anunciado pelo Governo Federal em 2024.

06/05/2026 às 23h15 Atualizada em 07/05/2026 às 00h15
Por: Redação
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Débora Régis quer ser “mãe” da nova maternidade de Lauro, mas documentos revelam origem da obra

A assinatura da ordem de serviço para construção da nova maternidade de Lauro de Freitas reacendeu um debate político sobre a forma como a obras planejadas na gestão Moema Gramacho vem sendo apresentadas pela Prefeitura Municipal.

Em publicações institucionais e declarações ligadas à gestão da prefeita Débora Régis, o equipamento tem sido tratado como a “primeira maternidade da cidade” e como um marco que permitirá que “agora as pessoas possam nascer em Lauro de Freitas”.

A narrativa, no entanto, vem sendo contestada por registros públicos da própria história da rede de saúde do município. Em 2012, Lauro de Freitas recebeu uma unidade de parto humanizado implantada através da Rede Cegonha, programa do Governo Federal executado em parceria com o Governo da Bahia. À época, o equipamento foi divulgado oficialmente como maternidade da cidade e possuía estrutura voltada ao atendimento obstétrico, incluindo suítes PPP, espaço para acompanhantes e suporte ao parto normal humanizado.

A unidade funcionou durante parte da década passada, mas teve as atividades encerradas posteriormente, durante a gestão do ex-prefeito Márcio Paiva, após dificuldades administrativas e financeiras.

Outro ponto levantado por críticos da narrativa atual é a existência histórica dos serviços obstétricos do Hospital Menandro de Farias. A unidade estadual realiza partos há décadas e atende gestantes da cidade e da região metropolitana.

Além da discussão sobre o histórico da saúde obstétrica do município, também passou a ser debatida a origem política e administrativa da nova maternidade.

Documentos do Ministério da Saúde mostram que Lauro de Freitas foi contemplada em julho de 2024 no Novo PAC Saúde, programa do Governo Federal voltado à expansão da rede pública de maternidades e unidades especializadas no país.

Na época, o anúncio da futura maternidade já havia sido divulgado oficialmente ainda durante a gestão da então prefeita Moema Gramacho.

Um documento da proposta cadastrada no Novo PAC confirma que o projeto foi formalizado pelo Fundo Municipal de Saúde de Lauro de Freitas ainda na administração anterior. O cadastro da proposta identifica Moema Gramacho como responsável pelo município no momento da solicitação.  

O projeto integra o pacote de investimentos do Governo Federal na área da saúde e faz parte das obras anunciadas pelo presidente Lula dentro do Novo PAC.

O debate, porém, passou a girar em torno da forma como a comunicação oficial da atual gestão vem tratando a obra.

Para opositores e críticos da narrativa apresentada pela prefeitura, o discurso acaba desconsiderando:
• A existência da casa de parto inaugurada em 2012;
• Os partos realizados historicamente no Hospital Menandro de Farias;
• A participação do Governo Federal, sob do comando de Lula, no financiamento do projeto;
• O fato de a proposta já ter sido cadastrada e anunciada antes da troca de gestão municipal.

A nova maternidade será construída com recursos federais dentro do Novo PAC Saúde. O investimento faz parte do pacote anunciado para ampliação da rede materno-infantil na Bahia.

Confira o documento oficial da Maternidade de Lauro de Freitas 

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