
O governador Romeu Zema tentou mostrar que é simples e que se preocupa com os gastos públicos ao filmar o quarto de hotel onde estava hospedado em Milão. O problema é que, ao dizer que o quarto era “muito pequeno”, ele acabou entregando o contrário do que queria mostrar. Quem chama aquele quarto de pequeno já deixa claro que o seu padrão de referência é outro.
Esse é o típico caso de quem não sabe fingir costume. E é justamente aí que mora a armadilha da humildade fingida: quando o discurso tenta parecer uma coisa, mas a prática entrega outra.
A autenticidade é o que diferencia o político de verdade do personagem ensaiado. Não dá pra sustentar uma narrativa que não combina com a vida real. A internet observa tudo, as palavras, o tom, o cenário, as expressões e identifica facilmente quando algo é forçado.
O eleitor de hoje não quer perfeição, quer coerência. Quer ver o mesmo comportamento na frente e atrás das câmeras. E isso vale pra qualquer candidato: não adianta vestir simplicidade em época de campanha se o corpo e o olhar mostram desconforto com o papel.
As redes sociais são o maior detector de mentira já inventado. E o marketing político que ignora isso está sempre a um tropeço de cair do cavalo.
No fim das contas, autenticidade não é discurso, é prática. E o político que tenta parecer o que não é sempre acaba sendo desmentido por um detalhe uma palavra, um gesto, um quarto de hotel.
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