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Clube Capivari vai a leilão após décadas de bailes

Fundado em 1979, o Clube Capivari sediou bailes gaúchos, cursos de dança, apresentações musicais e competições esportivas em Jaguariaíva (PR). Sem lances na primeira praça, o imóvel de 12.314 m² será novamente ofertado em leilão judicial em 11 de ...

26/10/2026 às 09h59
Por: Fale com Bahia Jornal Fonte: Agência Dino
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Acervo Capivari Clube de Campo / Reprodução: Facebook.
Acervo Capivari Clube de Campo / Reprodução: Facebook.

O antigo Capivari Clube de Campo, localizado em Jaguariaíva, nos Campos Gerais do Paraná, será levado a leilão judicial em 11 de novembro de 2026. A propriedade de 12.314 m², que durante décadas recebeu bailes, apresentações musicais, campeonatos esportivos e encontros comunitários, não recebeu lances na primeira praça e será novamente ofertada, desta vez com lance mínimo reduzido em 50%. O imóvel faz parte da história social do município, com registros de atividades culturais e recreativas desde o século passado.

Com registro de abertura em 13 de dezembro de 1979, o Capivari completaria 47 anos em dezembro de 2026 e teve entre seus fundadores o empresário Orlando Dib. Ao longo de sua trajetória, o clube foi palco de festas de aniversário, casamentos, bailes de Réveillon e atividades esportivas. Fotografias e publicações antigas documentam a presença de diferentes gerações de moradores em seus salões, campos e piscinas, que serviram de cenário para encontros familiares e eventos da comunidade.

Uma das tradições mais presentes na história do Capivari foi a realização de bailes gaúchos. Domingueiras, fandangos, concursos de prendas e apresentações de danças típicas reuniam participantes de Jaguariaíva e de municípios vizinhos. Entre os eventos documentados estão o Baile do Peão Mirim e Juvenil, o Baile da Prenda da Primavera e as formaturas de danças gaúchas. Fotografias e cartazes registram apresentações e atrações anunciadas de diversos artistas como Tchê Loco, Sinuelo Pampeano, Os 4 Gaudérios, Grupo Campeiro, Baitaca, Os Bertussi, Berenice Azambuja e Herdeiros da Tradição, entre outros. Além dos bailes, o espaço também recebeu cursos de danças gaúchas de salão, com registros de formaturas e divulgação de novas turmas até 2023, demonstrando a continuidade das atividades tradicionalistas ao longo dos anos.

A programação musical também contemplava outros estilos. Em setembro de 2011, o clube comemorou seus 32 anos com o Baile Black and White, animado pela Banda Revolution, e, em dezembro, promoveu o Baile do Havaí. O espaço também recebeu nomes da música sertaneja, como a dupla Thaeme e Thiago, em novembro de 2011. Em maio de 2012, foi a vez de Bruninho e Davi, em um baile-show que reuniu aproximadamente mil pessoas. Nos anos seguintes, o Capivari continuou recebendo festas temáticas, eventos sertanejos, noites de flashback, desfiles e apresentações de artistas regionais.

O esporte e as atividades comunitárias também fizeram parte dessa trajetória. Em novembro de 2011, os campos do clube receberam partidas da quinta etapa do Grand Prix de Futebol Masculino da Liga Sul Norte Pioneiro de Desportos, incluindo a final da categoria infantil entre Telêmaco Borba e Figueira, vencida pela equipe de Telêmaco Borba por 1 a 0. Outros registros documentam treinos de futebol, torneios de truco e encontros culturais. Em 2012, o espaço foi anunciado como sede do Festival Regional Nossa Arte, da APAE. Já em 2019, as piscinas receberam diversos batismos promovidos pela igreja O Brasil Para Cristo de Jaguariaíva.

Ao longo dessas décadas, os hábitos de lazer e entretenimento também passaram por transformações. A popularização da internet, dos dispositivos móveis, das redes sociais e das plataformas de streaming ampliou as alternativas de entretenimento, especialmente dentro de casa. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2025, 95% dos domicílios brasileiros tinham acesso à internet e 44,4% dos domicílios com televisão contavam com serviços pagos de streaming de vídeo.

Essas mudanças também trouxeram novos desafios aos clubes sociais tradicionais, que passaram a disputar a atenção do público com outras formas de lazer, ao mesmo tempo em que precisavam manter suas estruturas e atividades. A dificuldade de atrair e preservar associados, somada aos custos de manutenção, pode comprometer a sustentabilidade financeira dessas instituições, levando à redução das atividades e, em alguns casos, ao fechamento de suas portas.

A propriedade que abrigou o clube possui 12.314 m² de terreno e diversas benfeitorias, incluindo um galpão destinado a eventos, duas piscinas, duas quadras poliesportivas, instalações de cozinha e lanchonete, depósito e casa de apoio. O imóvel integra o processo judicial nº 0000830-09.2018.8.16.0100, em ação movida por Cleusa Alves Lino e Rosangela Lascosk Massinhanem contra o clube, na Justiça do Paraná. O leilão é organizado pela E-Lance Leilões e conduzido pela leiloeira oficial, Heloise Heidi Ikehara Cabette.

Após o encerramento da primeira praça sem lances, em 22 de outubro, a propriedade está disponível para a segunda praça, marcada para 11 de novembro de 2026, às 14h, com lance mínimo correspondente à metade do valor inicialmente estabelecido. As informações sobre o procedimento judicial e as características do imóvel estão disponíveis na página oficial do leilão.

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